Marketplace News | 28.08.2026
- Paulo Thiago Camêllo

- há 2 dias
- 3 min de leitura
Hoje é sexta, dia 28 de agosto de 2026, e toda sexta é dia de Marketplace News, o seu resumo semanal sobre as novidades no mercado de marketplaces e negócios digitais.
Seguem as principais notícias desta semana:
Batalha dos Gigantes: O Top 10 e a Logística de Peso
O e-commerce brasileiro está mais disputado do que nunca! Os dez maiores marketplaces do país movimentaram incríveis R$ 421,8 bilhões em GMV, com o Mercado Livre liderando isolado (R$ 185 bilhões estimados) e a Shopee na segunda posição (R$ 70 bilhões estimados). Quem corre por fora e assustou todo mundo com o crescimento foi a Temu, registrando uma alta de 376%. Para não ficar para trás nessa briga por velocidade de entrega, o TikTok abriu uma transportadora própria no Brasil (TikTok Logistics) com capital de R$ 111 milhões para dar suporte ao TikTok Shop (o famoso "carrinho laranja", que cresceu 102% em um ano). Essa força brutal dos marketplaces acabou sobrando para a VTEX: o Itaú BBA rebaixou a recomendação das ações da empresa, já que os três principais players do setor agora dominam cerca de 73% do e-commerce brasileiro, dificultando a vida de quem depende de canais de vendas diretas (D2C).
Governo Federal Lança Próprio "Marketplace" de Compras Públicas
Até o governo federal resolveu entrar na onda das prateleiras virtuais e lançou o Sicx (Sistema de Compras Expressas). Regulamentado por decreto assinado pelo presidente Lula, o sistema entra em vigor no dia 8 de setembro. A ideia é descomplicar: órgãos públicos poderão comprar bens e serviços padronizados de rotina diretamente de fornecedores pré-credenciados no sistema, sem precisar de edital ou da burocracia de uma licitação tradicional. Na mesma semana, o governo também ampliou o programa Contrata+Brasil para microempreendedores individuais (MEIs). De acordo com a ministra Esther Dweck, contratações que costumavam levar quase seis meses agora chegam a ser resolvidas em apenas cinco dias.
Streaming e Redes Sociais: O Futuro é Comprar em "Ecossistemas"
Esqueça a ideia antiga de que você compra em um canal isolado; agora a moda é consumir dentro de ecossistemas conectados. A Amazon está jogando pesado nisso e vai injetar mais de US$ 2 bilhões na América Latina até 2030 para produzir conteúdos originais (incluindo projetos no Brasil com Boninho, Maiara & Maraisa e Marília Mendonça) e expandir o marketplace do Prime Video. A meta é que o usuário assine canais de terceiros (como HBO Max e Globoplay) e assista a campeonatos esportivos (como Brasileirão e NBA) em um só aplicativo. Isso bate direto com o que defende Felipe Macedo, CEO da WPP Commerce: o consumidor moderno não segue uma jornada linear, transitando ao mesmo tempo entre redes sociais (onde 49% dos brasileiros já compraram diretamente), aplicativos de mensagens e marketplaces.
Do Campo à Tatuagem: A Profissionalização de Nichos e Pequenos Sellers
A lógica de marketplace está se espalhando para os cantos mais inesperados do mercado! No agronegócio, o "Airbnb do agro" (Alluagro) conecta proprietários de máquinas paradas a produtores que precisam de equipamentos por períodos curtos, gerando um faturamento anual de R$ 5 milhões. Já no mundo da arte corporal, a startup My Tattoo Hub já reúne mais de 200 tatuadores e funciona como uma ponte para buscar estilos, pagar o sinal via Pix e agendar sessões. E essa necessidade de se organizar não é só dos nichos: pequenos e médios vendedores do e-commerce latino-americano estão deixando de lado o improviso das planilhas e adotando sistemas de gestão integrada (como a plataforma UpSeller) para dar conta de controlar múltiplos estoques e emitir notas sem enlouquecer.
Pirataria no E-commerce Entra na Mira do MPF e do Varejo
Toda essa facilidade das compras virtuais também traz dores de cabeça, e o Ministério Público Federal (MPF) resolveu agir. Em um workshop realizado no Rio de Janeiro com o apoio da FGV, procuradores e especialistas debateram a necessidade de os marketplaces adotarem mecanismos de controle rígidos — como a checagem de notas fiscais e exigência de certificações. O CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano, participou do debate e trouxe números alarmantes: 12% dos celulares vendidos no Brasil entram por contrabando sem selo da Anatel, e a falsificação de produtos (como camisas de times) movimenta R$ 15 bilhões por ano no mercado informal. A ideia agora é transformar essas discussões em procedimentos institucionais para forçar as plataformas a combaterem a pirataria. --
Marketplace News, todas as sextas.




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