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No rastro da mentira | Amy Tintera

  • Foto do escritor: Paulo Thiago Camêllo
    Paulo Thiago Camêllo
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Capa livro Oração para Desaparecer de Socorro Acioli | Blog Paulo Camêllo
Capa do Livro "No Rastro da mentira"

Por onde você consome informação e cultura? Algumas pessoas preferem formatos escritos, outras visuais. Algumas, como eu, gostam de estórias que transpõem canais. Esse foi um dos motivos de ter gostado tanto da leitura do livro "No rastro da mentira": a autora Amy Tintera conseguiu produzir um thriller com elementos inerentes a esse formato, direcionando atenção a diversos personagens com o sentimento "será que foi ele(a)?" e várias reviravoltas, mas o que mais me encantou foi que um formato de podcast de true crime é parte importante da narrativa e os episódios do podcast são transcritos em capítulos alternados com o transcorrer dos fatos. Narrativas transmidiáticas, ou seja, que transpõem de uma mídia para outra como livro que continua em filme, série que complementa game são uma realidade há décadas. Tanto que esse foi o tema do meu TCC em graduação no longínquo ano de 2010. Foi graças a esse TCC que fiz a primeira visita a São Paulo, onde poucos anos depois se tornaria minha residência oficial e de onde escrevo este texto. A cultura está repleta de exemplos em que uma boa estória é recontada de formas diferentes: desde a clássica adaptação de livros para filmes ou séries, mas também de podcasts que viram documentários audiovisuais ou até mesmo formatos de texto de teatro para prosa, como a coleção dos clássicos de Shakespeare. Tudo isso reforça que determinadas épocas possuem maior aderência a determinados canais de transmissão - jornal impresso, rádio, televisão, newsletters, podcasts, instagram, tiktok, youtube - mas continuamos fascinados por boas narrativas. Independentemente do canal. E o livro "No rastro da mentira" é uma ótima narrativa que me fez terminar mais de 300 páginas em 3 dias.

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